Morte de Bin Laden é vitória política para Obama.

Barack Obama teve vários momentos decisivos como presidente dos Estados Unidos, e a morte de Osama bin Laden pode se tornar o mais significativo deles politicamente.

Obama, um democrata, anunciou na noite de domingo que as forças norte-americanas mataram o líder da Al Qaeda e recuperaram seu corpo. A morte foi uma grande vitória para Obama na questão de segurança nacional, no momento em que o presidente inicia sua campanha para a reeleição em 2012.

Segue uma lista de benefícios que Obama terá com a bem-sucedida operação.

MUDANÇA DE NARRATIVA

Obama foi enfraquecido politicamente por conta das preocupações geradas com o aumento nos preços de gasolina e com sua forma de administrar a economia. Sua declaração dramática sobre a morte de Bin Laden desviará a atenção pública nos EUA para seu sucesso como comandante-chefe das Forças Armadas, criando uma imagem de força. Perspectivas de que o risco geopolítico irá diminuir também poderão reduzir os elevados preços do petróleo.

CUMPRIMENTO UMA PROMESSA

Durante sua campanha presidencial de 2008, Obama prometeu trazer para casa as tropas norte-americanas que estão no Iraque, ao mesmo tempo em que aumentava os esforços militares no Afeganistão e na busca por Bin Laden. Com Bin Laden morto, o presidente pode dizer que cumpriu mais uma promessa, dando-lhe a credibilidade que tenta manter na Casa Branca.

TRUNFO SOBRE A OPOSIÇÃO

Os republicanos têm uma reputação de longa data na política norte-americana de serem mais fortes do que os democratas em questões de segurança nacional. Com essa operação bem-sucedida sob seu comando, Obama pode clamar para si e para seu partido esse trunfo dos republicanos. Bin Laden evitou ser capturado durante os mandatos do predecessor republicano de Obama, George W. Bush.

ANIMANDO OS PATRIOTAS

Assim como os ataques de 11 de setembro foram parte determinante da Presidência de Bush, a morte de Bin Laden será uma parte determinante da Presidência de Obama. O sentimento patriótico nos EUA inflou após os ataques de 2001, e contribuiu para que Bush continuasse no poder.

Obama, que pediu no domingo para que os norte-americanos se unissem como fizeram em 2001, poderá se beneficiar de uma nova onda de patriotismo.

Apesar das imagens de um vazamento de petróleo e uma recessão econômica continuarem presentes, a morte de Bin Laden quase certamente irá se sobrepor a elas --ao menos no curto prazo-- dando à sua Presidência um sucesso histórico que tanto os democratas quanto os republicanos poderão comemorar.

                                                        FONTE: BR.IBTIMES.COM

O pronunciamento de Obama: 'Podemos dizer às famílias que perderam seus entes queridos: a justiça foi feita'

O discurso exibido ao vivo pela TV destacou que a guerra dos Estados Unidos 'não é contra o Islã' e que morte de Bin Laden 'não marca fim dos esforços'


"A justiça foi feita." Foi assim que Barack Obama anunciou a morte de Osama bin Laden numa ação militar americana no Paquistão, na noite deste domingo. A seguir, a íntegra do pronunciamento do presidente dos Estados Unidos, exibido ao vivo pela TV, direto da Casa Branca:

Boa noite. Esta noite, posso informar ao povo americano e ao mundo que os Estados Unidos conduziram uma operação que matou Osama bin Laden, o líder da Al Qaeda, e um terrorista que é responsável pelo assassinato de milhares de homens, mulheres e crianças inocentes.

Foi há quase 10 anos que um brilhante dia de setembro foi obscurecido pelo pior ataque contra o povo americano em nossa história. As imagens do 11/9 estão gravadas em nossa memória nacional... aviões sequestrados atravessando um céu nublado de setembro; as Torres Gêmeas desabando; a fumaça negra sobre o Pentágono; os destroços do voo 93 em Shanksville, Pennsylvania, onde as ações de cidadãos heroicos nos salvaram de mais dor e destruição.

E mesmo assim sabemos que as piores imagens são aquelas que não são vistas pelo mundo. O lugar vazio na mesa de jantar. Crianças que foram forçadas a crescer sem sua mãe ou seu pai. Pais que nunca mais conheceram o sentimento do abraço de seus filhos. Cerca de 3.000 cidadãos tirados de nós, deixando um buraco em nossos corações.

Em 11 de setembro de 2001, em nosso luto, o povo americano se uniu. Oferecemos aos nossos vizinhos nossa mão, e oferecemos ao feridos o nosso sangue. Reafirmamos nossos laços e nosso amor enquanto comunidade e país. Naquele dia, não importava de onde viemos, para que Deus oremos, ou a que raça ou etnia pertençamos, estávamos unidos como uma família americana.

Estávamos também unidos em nossa determinação de proteger nossa nação e trazer as pessoas que cometeram esse terrível ataque ante a justiça. Rapidamente ficamos sabendo que os ataques do 11/9 foram realizados pela Al Qaeda - uma organização chefiada por Osama bin Laden, em guerra declarada contra os Estados Unidos e que estava comprometida em matar inocentes em nosso país e em todo o globo. E fomos levados a uma guerra contra a Al Qaeda para proteger nossos cidadãos, nossos amigos e nossos aliados.

Nos últimos 10 anos, graças ao trabalho incansável e heroico de nossos profissionais militares e contraterrorismo, conseguimos grandes avanços nesse esforço. Impedimos ataques terroristas e fortalecemos as defesas de nossa nação. No Afeganistão, removemos o governo talibã, que deu proteção e apoio a Bin Laden. E por todo o planeta, trabalhamos com nossos amigos e aliados para capturar e matar os terroristas da Al Qaeda, incluindo vários que fizeram parte do complô do 11/9.

Mesmo assim Osama bin Laden evitou a captura e escapou através da fronteira do Afeganistão com o Paquistão. Enquanto isso, a Al Qaeda continuava a operar ao longo dessa fronteira e através de seus associados através do mundo.

E logo depois que assumi o governo, determinei a Leon Panetta, diretor da CIA, que a morte ou captura de Bin Laden seria a prioridade nossa guerra contra a Al Qaeda, enquanto prosseguíamos em nossos esforços no exterior para impedir, desmantelar e derrotar sua rede.

Então, em agosto passado, depois de anos de um trabalho minucioso de nossa comunidade de inteligência, fui informado de uma possível pista que levava a Bin Laden. E levou muitos meses para acabar com essa ameaça. Encontrei-me repetidamente com minha equipe de segurança nacional enquanto obtínhamos sobre a possibilidade de que havíamos localizado Bin Laden escondido num complexo no interior do Paquistão. E, finamente, na semana passada, determinei que tínhamos informações suficientes para agir, e autorizei uma operação para capturar Osama bin Laden e levá-lo ante a justiça.

Hoje, sob minha direção, os Estados Unidos lançaram uma operação contra aquele complexo em Abbottabad, Paquistão. Uma equipe de americanos conduziu a operação com extraordinária coragem e capacidade. Nenhum americano ficou ferido. Eles tiveram o cuidado de evitar vítimas civis. Depois de um tiroteio, eles mataram Osama bin Laden e assumiram a custódia de seu corpo.

For quase duas décadas, Bin Laden foi o líder e o símbolo da Al Qaeda, e continuou a planejar ataques contra nosso país e nossos amigos e aliados. A morte de Bin Laden marcara o êxito mais significativo até o momento nos esforços de nosso país em derrotar a Al Qaeda.

E ainda sua morte não marca o fim de nosso esforço. Não há dúvidas de que a Al Qaeda continuará a tentar ataques contra nós. Devemos - e iremos - permanecer vigilantes em casa e no exterior.

Devemos também reafirmar que os Estados Unidos não estão - e nunca estarão - em guerra contra o Islã. Já esclarecemos, como o presidente Bush o fez logo depois do 11/9, que nossa guerra não é contra o Islã. Bin Laden não era um líder muçulmano; ele era um assassino em massa de muçulmanos. De fato, a Al Qaeda assassinou milhares de muçulmanos em vários países, incluindo o nosso. Por isso seu desaparecimento deve ser bem recebido por todos que acreditam na paz e na dignidade humanas.

Através dos anos, repetidamente deixei claro que adotaríamos uma ação no Paquistão se soubéssemos onde Bin Laden estava. Foi isso o que fizemos. Mas é importante notar que nossa cooperação contraterrorismo com o Paquistão nos ajudou a nos levar a Bin Laden e ao complexo onde ele se escondia. De fato, Bin Laden também declarou guerra contra o Paquistão e ordenou ataques contra o povo paquistanês.

Esta noite, liguei para o presidente Zardari, e minha equipe também falou com seus colegas paquistaneses. Eles concordaram que esse é um dia histórico para nossas nações. E agora é essencial que o Paquistão continue unido a nós na luta contra a Al Qaeda e seus associados.

O povo americano não escolheu essa luta. Ela chegou até nós e começou com o assassinato sem sentido de nossos cidadãos. Depois de quase 10 anos de serviço, luta e sacrifício, conhecemos bem os custos da guerra. Esses esforços pesam em mim toda vez que eu, enquanto comandante-em-chefe, tenho que assinar uma carta para uma família que perdeu um ente querido, ou olhar nos olhos de um militar que ficou gravemente ferido.

Os americanos compreendem os custos da guerra. Mas, como país, jamais toleraremos que nossa segurança seja ameaçada, nem ficaremos impassíveis quando nosso povo é assassinado. Seremos incansáveis na defesa de nossos cidadãos e nossos amigos e aliados. Seremos fieis aos valores que fizeram de nós o que somos. E, em noites como esta, podemos dizer às famílias que perderam seus entes queridos para o terror da Al Qaeda: a justiça foi feita.

Esta noite, agradecemos os incontáveis profissionais da inteligência e contraterrorismo que trabalharam incansavelmente para alcançar essa vitória. O povo americano não pode ver seu trabalho, nem conhece seus nomes. Mas esta noite, eles sentem a satisfação com seu trabalho e com o resultado de sua busca por justiça.

Agradecemos aos homens que se encarregaram dessa operação, porque eles exemplificam o profissionalismo, o patriotismo e a coragem sem paralelo dessas pessoas que servem a nosso país. E elas são parte de uma geração que suportou o maior peso disso desde aquele dia de setembro.

Finalmente, deixem-me dizer às famílias que perderam entes queridos em 11/9 de que nunca esqueceremos sua perda, nem fraquejaremos em nosso compromisso de fazer tudo que pudermos para prevenir outra ataque em nosso solo.

E, esta noite, vamos nos lembrar da sensação de unidade que predominou em 11/9. Eu sei que isso, às vezes, desgasta Mas o êxito de hoje é um testamento da grandeza de nosso país e a determinação do povo americano.

A causa da segurança de nosso país não está completa. Mas, esta noite, mais uma vez lembramos que os Estados Unidos podem fazer tudo a que se determinar fazer. Essa é a história de nossa história, seja a busca da prosperidade para nosso povo, ou a luta pela igualdade de todos os nossos cidadãos; nosso compromisso é lutar por nossos valores no exterior, e nossos sacrifícios é fazer do mundo um lugar mais seguro.

Deixem-nos lembrar de que podemos fazer essas coisas não apenas por riqueza e poder, mas por causa do que somos: uma nação, sob um Deus, com liberdade e justiça para todos.

Obrigado. Que Deus os abençoe. E que Deus abençoe os Estados Unidos da América.

                                                    FONTE: http://www.veja.abril.com.br/

O FIM DE OSAMA

Osama bin Laden
Depois de 3.519 dias, duas guerras e 1,18 trilhão de dólares em gastos militares, "a justiça foi feita". Foi assim que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou a morte do homem mais procurado do planeta, o terrorista mais famoso da história e o mandante do maior atentado já cometido no mundo. O saudita Osama bin Laden, de 54 anos, foi executado com um tiro na cabeça, numa operação militar realizada nos arredores de Islamabad, capital do Paquistão, a poucos meses do décimo aniversário do 11 de Setembro. 

Como os Estados Unidos localizaram e eliminaram Osama Bin Laden

Pistas de prisioneiros de Guantánamo, imagens de satélite e até maquetes eletrônicas foram usadas para montar a operação mais bem sucedida do governo americano na guerra contra o terrorismo.


A caçada durou dez anos, e as forças especiais dos Estados Unidos precisaram de 40 minutos para eliminar Osama bin Laden, principal estrategista da organização terrorista Al Qaeda, inimigo público número um dos americanos. Ao contrário do que sempre se imaginou, o terrorista mais procurado do mundo não estava escondido em cavernas de alguma região inóspita do Afeganistão. Desfrutava de todo o conforto de uma casa avaliada em um milhão de dólares, construída especialmente para abrigá-lo no coração do Paquistão. Justamente essa casa, com todas as suas configurações especiais, que colocou os agentes americanos na pista certa do terrorista.
O início da fase mais quente da caçada a bin Laden remonta a 2007, quando a Agência de Inteligência Americana, a CIA, conseguiu identificar um dos principais mensageiros do terrorista. De acordo com o jornal inglês Guardian, a CIA conseguiu o 'nome de guerra' do homem de confiança de Bin Laden com um detento em Guantánamo, preso durante o 11 de setembro. Esse mensageiro foi descrito como protegido de Khalid Sheikh Mohammed — arquiteto dos ataques ao World Trade Center e ao Pentágono em 2001 — e um dos poucos em quem bin Laden confiava. O mensageiro só foi identificado quatro anos atrás. Seu nome ainda não foi revelado.
A partir dessa informação a CIA começou a rastrear as informações do mensageiro e em 2009 descobriu a região onde ele e e o irmão viviam, no Paquistão. Em agosto de 2010, os agentes conseguiram a localidade exata: um casarão em Abbottabad, uma cidade a 56 quilômetros ao norte de Islamabad, capital daquele país. Os agentes americanos logo perceberam que estavam no caminho certo. A casa apontada pelas fontes era incomum.
A propriedade - Construído em 2005, o último refúgio de bin Laden era uma fortaleza de três andares no subúrbio de Abbottabad, no fim de uma rua de terra, rodeada de casinhas menores. De acordo com a rede americana ABC, a propriedade avaliada em 1 milhão de dólares é oito vezes maior que as construções próximas e possui muros altos, entre 3,6 e 5,5 metros de altura, equipados com arame farpado e dois portões de segurança. Isso chamou a atenção dos agentes da CIA, que decidiram monitarar o ponto. Veio então uma nova surpresa.
Apesar de ser desproporcionalmente maior que as casas em volta, com alto valor de mercado - o que indicaria ali a presença de moradores ricos -, o local não possuía linhas de telefone ou ligações de internet que pudessem ser grampeadas. Além disso, os indivíduos que moravam na mansão eram tão preocupados com segurança que o lixo era queimado, em lugar de ser colocado em sacos para recolhimento, como é o costume local. De acordo com oficiais do governo americano, a fortaleza foi construída especialmente para receber um hóspede do calibre de Bin Laden.
Tecnologia - Levantadas as suspeitas, as informações detalhadas sobre a estrutura e rotina da casa foram conseguidas graças às ferramentas de alta tecnologia disponíveis à CIA. Os americanos construiram uma maquete virtual da mansão a partir de imagens de satélite estudaram os mínimos detalhes da construção antes de deflagrar a operação. Na casa viviam, entre outras pessoas, o mensageiro, o irmão, o terrorista bin Laden, uma de suas esposas e um de seus filhos.
A partir dessas imagens a CIA descobriu que a casa havia sido construída de modo a dificultar o acesso por terra, com a inclusão de passagens que davam um aspecto de labirinto aos primeiros níveis da fortaleza. Em fevereiro a agência tinha confiança de que se tratava do esconderijo de bin Laden. A partir daí, o presidente Barack Obama passou a ter uma série de reuniões com o alto escalão da defesa dos EUA. Na última delas, no dia 29 de abril, enquanto o mundo assistia deslumbrado ao casamento real na Inglaterra, Obama deu a ordem para montar a operação deflagrada no domingo.
A operação - À 1h15, horário local de Abbottabad (17h15 no horário de Brasília), os moradores perceberam que algo estava acontecendo. Um morador utilizou o Twitter para dizer: "Helicópteros sobrevoando Abbottabad à 1 da manhã". Minutos depois, completou: "Grande explosão de janela aqui em Abbottabad. Espero que não seja o início de algo ruim".
O governo americano designou quatro helicópteros, carregando fuzileiros navais de elite chamados informalmente de "Team six", uma unidade especializada no combate a terroristas. A operação foi comandada pelo diretor da CIA, Leon Panetta, que acompanhava todos os acontecimentos a partir do centro de comando em Langley, no estado da Virgínia, nos Estados Unidos.
Os helicópteros partiram da base aérea de Ghazi, que fica no noroeste do Paquistão. Atiradores no telhado da mansão abriram fogo com lançadores de granadas quando as aeronaves se aproximavam para a invasão da mansão. Um dos helicópteros, possivelmente atingido, teve que efetuar um pouso de emergência. Testemunhas disseram ter ouvido dois estrondos seguidos de uma grande explosão.
De acordo com o site da revista Time, 24 agentes do Team Six e da CIA, transportados por dois helicópteros, invadiram a mansão. Outros dois aparelhos aguardavam próximos dali, em reserva técnica, caso fosse necessário pedir reforço. Osama bin Laden recebeu um tiro na cabeça e morreu na hora. Um dos filhos de bin Laden, o mensageiro, o irmão e uma mulher que foi usada como escudo humano por um dos homens, também foram mortos. Mais tarde, John Brennan, principal assessor anti-terror do presidente Obama, afirmou que o próprio bin Laden teria usado a mulher como escudo.
Antes de partir, os agentes americanos colocaram explosivos no helicóptero danificado. A aeronave foi completamente destruída. Em seguida, a tripulação embarcou nos outros helicópteros e deixou o local levando o corpo de Bin Laden. A operação levou 40 minutos. Bin Laden foi sepultado no mar.

Corpo de terrorista Osama bin Laden é sepultado no mar

Estados Unidos garantem ter respeitado rituais islâmicos após matar terrorista, mas clérigos muçulmanos discordam

Depois de morto numa operação americana de notável precisão, o líder da rede terrorista Al Qaeda, Osama bin Laden, teve seu corpo sepultado no mar, de maneira quase imediata.  "Encontrar um país disposto a aceitar os restos mortais do terrorista mais procurado do mundo seria difícil. Por isso, os Estados Unidos decidiram enterrá-lo no mar", afirmou uma autoridade não identificada da Casa Branca. O desejo de impedir que o túmulo do terrorista se tornasse lugar de peregrinação também foi apontado como motivo para a decisão.
Segundo os americanos, os rituais islâmicos foram observados durante o sepultamento. "O corpo foi lavado e colocado em um lençol branco. Posteriormente, foi depositado em um saco com pesos. Um oficial militar leu os ditos religiosos que foram traduzidos para o árabe por um nativo da língua. Depois que as palavras foram pronunciadas, o corpo foi apoiado em uma tábua plana, inclinada para cima, e deslizou para o mar," disse um oficial da Defesa dos EUA. A religião prevê ainda que o enterro aconteça até 24h depois da morte.
A escolha do mar como sepultura, no entanto, foi considerada inadequada por diversos cléricos muçulmanos. E o temor de que a sepultura de Bin Laden pudesse se tornar santuário também foi descartada como sem fundamento, uma vez que o islamismo proíbe a construção de monumentos fúnebres - daí porque até os reis da Arábia Saudita são enterrados em covas sem identificação.
Tradição - Um porta-voz do centro Al-Azhar, alta autoridade intelectual do islã sunita, foi enfático ao afirmar que o sepultamento no mar é um procedimento que vai contra as determinações islâmicas. "Se é verdade que lançaram seu cadáver ao mar, o islã é completamente contrário", declarou Mahmud Azab, conselheiro do grande imã Ahmad Al Tayeb para o diálogo interreligioso, à agência de notícias France-Presse. "O islã não aceita a imersão no mar, apenas o enterro", enfatizou.
Contudo, há algumas raras exceções em que o procedimento é permitido, ressalva Mahmud Azab, como em casos de vítimas de naufrágio. Sites ligados à religião e citados pelo jornal britânico The Guardian reiteram que a prática é muito rara entre os muçulmanos, mas citam que isso seria possível também caso houvesse risco de que a sepultura fosse cavada por inimigos do morto, cujo corpo pudesse ser mutilado.
Especialista em estudos islâmicos de Al-Azhar, a universidade mais prestigiada entre os sunitas, Abdel Moti Bayumi, alerta que a decisão dos Estados Unidos de dar esse fim ao corpo de Osama bin Laden pode dar a seus seguidores outro motivo para se vingar dos EUA e seus aliados. "Gostaríamos que a sharia (lei islâmica) tivesse sido respeitada no enterro, apesar de não estarmos de acordo com o que ele fez e pensarmos que deformou o islã", salientou.

              FONTE: http://www.veja.abril.com.br/

Turma de Atualidades - Animus

Como prometido em sala, segue o texto comentado.

Íntegra da carta enviada ao presidente George W. Bush pelo cardeal arcebispo
Bernard Law de Boston:

"Senhor Presidente:

Conte a verdade ao povo, senhor presidente, sobre terrorismo. Se as ilusões
acerca do terrorismo não forem desfeitas, então a ameaça continuará até nos
destruir completamente. A verdade é que nenhuma das nossas muitas armas nucleares pode proteger-nos dessas ameaças. Nenhum sistema 'Guerra nas Estrelas' (não importa quão tecnicamente avançado seja, nem quantos trilhões de dólares sejam despejados nele) poderá proteger-nos de uma arma nuclear trazida num barco, avião ou carro alugado.

Nenhuma arma sequer do nosso vasto arsenal, nem um centavo sequer dos US$270 bilhões gastos por ano no chamado "sistema de defesa", pode evitar uma bomba terrorista. Isto é um fato militar. Como tenente-coronel reformado e freqüente conferencista em assuntos de segurança nacional, sempre tenho citado o salmo 33: "Um rei não é salvo pelo seu poderoso exército, assim como um guerreiro não é salvo por sua enorme força".

A reação óbvia é: 'Então o que podemos fazer? Não existe nada que possamos fazer para garantir a segurança do nosso povo? Existe. Mas para entender isso,
precisamos saber a verdade sobre a ameaça. Senhor presidente, o senhor não
contou a verdade sobre o porquê de sermos alvo do terrorismo, quando explicou porque bombardearíamos o Afeganistão e o Sudão. O senhor disse que somos alvo do terrorismo porque defendemos a democracia, a liberdade e os direitos humanos no mundo...

Que absurdo, senhor presidente!

Somos alvo dos terroristas porque, na maior parte do mundo, o nosso governo
defendeu a ditadura, a escravidão e a exploração humana. Somos alvo dos
terroristas porque somos odiados. E somos odiados porque o nosso governo fez
coisas odiosas.

Em quantos países agentes do nosso governo depuseram líderes eleitos pelos seus povos, substituindo-os por militares ditadores, marionetes desejosas de vender o seu próprio povo a corporações americanas multinacionais?

Fizemos isso no Irã, quando os marines e a CIA depuseram Mossadegh, porque ele tinha a intenção de nacionalizar a indústria do petróleo. Nós substituímo-lo
pelo Xá Reza Pahlevi e armamos, treinamos e pagamos a sua odiada guarda
nacional, Savak, que escravizou e brutalizou o povo iraniano para proteger o
interesse financeiro das nossas companhias de petróleo. Depois disso, será difícil imaginar que existam pessoas no Irã que nos odeiem?

Fizemos isso no Chile. Fizemos isso no Vietnã. Mais recentemente, tentamos
faze-lo no Iraque. E, é claro, quantas vezes fizemos isso na Nicarágua e outras
repúblicas na América Latina?

Uma vez atrás da outra, temos destituído líderes populares que desejavam que
as riquezas da sua terra fossem repartidas pelo povo que as gerou. Nós
substituímos-los por tiranos assassinos que venderiam o seu próprio povo para
que, mediante o pagamento de vultosas quantias para engordar as suas contas
particulares, a riqueza da sua própria terra pudesse ser tomada por similares à
Domino Sugar, à United Fruit Company, à Folgers e por aí adiante.

De país em país o nosso governo obstruiu a democracia, sufocou a liberdade e
pisou os direitos humanos. É por isso que somos odiados ao redor do mundo. E é por isso que somos alvo dos terroristas.

O povo do Canadá desfruta da liberdade e dos direitos humanos, assim como povo da Noruega e da Suécia. O senhor já ouviu falar de embaixadas canadenses, norueguesas ou suecas a serem bombardeadas? Nós não somos odiados porque praticamos a democracia, a liberdade e os direitos humanos.
Nós somos odiados porque o nosso governo nega essas coisas aos povos dos
países do terceiro mundo, cujos recursos são cobiçados pelas nossas corporações multinacionais.

Esse ódio que semeamos virou-se contra nós para nos assombrar na forma de
terrorismo e, no futuro, terrorismo nuclear. Uma vez dita a verdade sobre porquê da ameaça existir e ter sido entendida, a solução torna-se óbvia.

Nós precisamos mudar as nossas práticas. Livrarmo-nos das nossas armas
nucleares (unilateralmente, se necessário) irá melhorar nossa segurança.

Alterar drasticamente a nossa política externa irá assegurá-la.

Em vez de enviar os nossos filhos e filhas ao redor do mundo para matar árabes,para que possamos ter o petróleo que existe sob suas areias, deveríamos manda-los para reconstruir as suas infra-estruturas,fornecer água limpa e alimentar crianças famintas.

Em vez de continuar a matar milhares de crianças iraquianas todos os dias, com
as nossas sanções econômicas, deveríamos ajudar os iraquianos a reconstruir suas estações elétricas, as suas estações de tratamento de água, os seus hospitais e todas as outras coisas que destruímos e que os impedimos de reconstruir com as nossas sanções econômicas.

Em vez de treinar terroristas e esquadrões da morte, deveríamos fechar a Escola das Américas. Em vez de sustentar a revolta, a desestabilização, o assassínio e o terror em redor do mundo, deveríamos abolir a CIA e dar o dinheiro gasto por ela a agências de assistência.

Resumindo, deveríamos ser bons em vez de maus. Quem iria tentar deter-nos? Quem iria odiar-nos? Quem iria querer nos bombardear? Essa é a verdade, senhor presidente. É isso que o povo americano precisa ouvir."

Turma do VPM

Nossa última aula sobra a estrutura da Terra e as Terias da Deriva Continenta e Tectônica de Placas. Bons Estudos!


http://www.4shared.com/document/UhYF1-6K/Agentes_Internos_e_Externos_De.html

Casamento Real - Príncipe é favorito na sucessão ao trono


Quase um terço da população mundial - dois bilhões de pessoas - assistiu pela TV ao casamento do Príncipe William e de Kate Middleton, que aconteceu hoje,  dia 29 de abril, na Abadia de Westminster, em Londres.

A monarquia britânica vê no evento uma tentativa de resgatar o luxo e o carisma da Coroa, ofuscados por escândalos nas últimas três décadas. A união também terá reflexos na sucessão ao trono no Reino Unido.

Príncipe William é o segundo na linha de sucessão atrás de seu pai, o príncipe Charles. De acordo com pesquisas de opinião pública, é também o favorito dos britânicos para assumir o lugar da rainha Elizabeth 2ª.

O sistema político em vigor no Reino Unido é a monarquia constitucional. A rainha é soberana sobre os quatro países que compõem o reino - Escócia, Inglaterra, Irlanda do Norte e País de Gales - e 14 territórios ultramarinos.

Na prática, porém, sua função é restrita a cerimoniais e outras formalidades. O poder político, de fato, é exercido pelo Parlamento, composto pela Câmara dos Lordes e pela Câmara dos Comuns, e pelo Primeiro-Ministro e seu gabinete.

A rainha Elizabeth 2ª, 85 anos, é a mais longeva da história da Inglaterra e a monarca há mais tempo no poder na Europa. Ela foi coroada em 2 de junho de 1953. A monarquia constitucional, aos moldes da britânica, vigora em outros 28 países, entre eles a Espanha, o Japão e a Suécia.

O casamento de um integrante da família real é sempre um acontecimento histórico e popular. Não somente pela importância política como também pelo simbolismo e a aura de "conto de fadas".

Parte deste prestígio foi abalado pela separação do príncipe Charles e da princesa Diana, pais do príncipe William. Charles, herdeiro do trono, foi pressionado para se casar no começo dos anos 1980. Ele e lady Diana Spencer mal se conheciam quando se casaram em 29 de julho de 1981.

Na época, Charles já mantinha um relacionamento com uma mulher casada, Camilla Parker-Bowles, sua atual esposa. Diana, por outro lado, era mais popular entre os súditos da Coroa, tanto pela beleza quanto pelo seu trabalho com caridade.

O casamento terminou em 1992, depois que casos de adultérios foram expostos nos tabloides ingleses. Diana morreu em um acidente de carro em Paris, em 1997. O episódio desgastou a realeza britânica (ver filme indicado abaixo).
 
Plebéia
Já o casamento de William e Kate destoa da tradição por dois motivos. Primeiro, porque a noiva não pertence à linhagem real ou aristocrática. Catherine Elizabeth Middleton (nome de batismo de Kate) vem de uma família de classe média do vilarejo de Bucklebury, situado a 76 quilômetros de Londres. Seus pais são ex-funcionários do ramo de aviação e, atualmente, donos de uma empresa de venda on-line de acessórios para festas infantis.

A origem "plebeia" é algo muito raro entre pretendentes a rainhas no Reino Unido. Diana, por exemplo, era filha de um visconde. E, até o século 19, casamentos de príncipes eram arranjados entre famílias reais.

O segundo fato incomum é a publicidade do relacionamento, que foi acompanhado pela imprensa londrina durante anos. Os noivos se conheceram em 2001, na Universidade de St. Andrews, a mais antiga da Escócia. Na ocasião, o príncipe Charles fez um acordo com a imprensa para que William tivesse privacidade nos estudos.

Em 2005, após a formatura dos dois, o namoro se tornou público. Kate passou a ser perseguida pelos paparazzi (fotojornalistas independentes e especializados em celebridades). A pressão teria provocado uma separação em 2007, que durou alguns meses.

A namorada do príncipe foi apelidada nos jornais londrinos de "Waity Katie" (Katie à espera), por viver a espera de um pedido oficial de casamento. O anúncio do noivado foi feito em novembro do ano passado.

William Arthur Philip Louis, ao contrário de Kate, foi alvo das atenções dos britânicos desde o nascimento. Uma das imagens mais marcantes do príncipe, ainda adolescente, é no funeral da mãe ao lado do irmão mais novo, Harry.

Os irmãos receberam treinamento militar na Real Academia Militar de Sandhurst. William se formou em setembro do ano passado como piloto de busca de resgate da Força Aérea, função que assumirá pelos próximos três anos após o casamento.

A Abadia de Westminster, onde foi realizada a cerimônia, tem mais de mil anos de história. Ela é palco de coroações, casamentos e funerais da monarquia britânica. O dia do casamento foi decretado feriado nacional no Reino Unido.
                                                                           FONTE: www.uol/noticias.com.br

BRASILEIROS ESTÃO FICANDO MAIS VELHOS

                                                                                            FONTE: http://www.g1.com.br/
Os números do Censo 2010, divulgados pelo IBGE, mostram que já passamos dos 190 milhões. País tem mais idosos do que crianças de até quatro anos.
Renata Capucci Rio de Janeiro, RJ


Hoje somos 190.755.799 brasileiros, 21 milhões a mais do que em 2000. Em 10 anos, crescemos a uma taxa média de 1,17% ao ano, a menor já registrada. As mulheres vivem em média 77 anos, os homens menos de 70.
O Censo também mostrou mudanças no ranking das cidades mais populosas: a ordem agora é São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Brasília, Fortaleza e Belo Horizonte.
Há quase quatro milhões de mulheres a mais que homens no país. Uma diferença que vem aumentando: em 2000 eram quase 97 homens para 100 mulheres. Agora são 96 homens. Praticamente um homem a menos.
Eles são maioria quando nascem. Segundo o Censo, nos últimos dez anos, para cada 205 nascimentos, 105 foram meninos e 100 meninas. Quando os brasileiros do sexo masculino atingem 25 anos, a proporção de homens e mulheres se inverte. Porque eles estão mais expostos à violência e morrem mais jovens.
Com o envelhecimento da população, essa diferença fica ainda mais evidente. Depois dos 80 anos, são menos de 63 homens para cada 100 mulheres.
A região norte é a que tem a maior proporção de homens em relação às mulheres. É no estado de Mato Grosso que há o maior número de homens. O Rio de Janeiro é o estado com a menor proporção.